Agenda do governador Geraldo Alckmin 05/12 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin fará visita técnica, nesta segunda-feira (5), para vistoriar fase final de restauro do auditório Simón Bolívar, do Memorial da América Latina, que pegou fogo em novembro de 2013. A fase final da obra contempla a realização das obras civis, de cenografia e iluminotécnica. O novo projeto prevê ganho na utilização do espaço e modernização total do auditório.


Evento: Visita técnica às obras de restauro do auditório do Memorial da América Latina
Data: Segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Horário: 10h
Local: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, portão 12 -  São Paulo/SP

Nota de Pesar do governador Geraldo Alckmin pela morte do poeta Ferreira Gullar



"A arte existe porque a vida não basta”, disse certa vez o poeta maranhense Ferreira Gullar, que nos deixa um legado múltiplo de beleza e invenção. Gullar foi também um refinado tradutor e ensaísta, um polemista vigoroso e, mais que um crítico, um pensador das artes plásticas. Com igual talento e generosidade, dedicou-se a pensar a realidade política e social do país que, hoje, lamenta muito a sua morte. Aos seus familiares e amigos, nossos sentimentos.


Geraldo Alckmin

Governador do Estado de São Paulo

Doria anuncia cortes em contratos, cargos comissionados e carros oficiai



ARTUR RODRIGUES - FOLHA.COM

João Doria (PSDB), prefeito eleito de São Paulo, durante reunião com secretários


O prefeito eleito João Doria (PSDB) anunciou neste sábado (3) uma série de cortes em gastos do município para 2017, como redução nos valores dos contratos e no número de cargos comissionados, além da venda da maioria dos veículos oficiais –os servidores deverão andar de táxi e Uber.

Prevendo a continuidade da crise econômica no país, ele disse que todos os contratos com prestadores de serviços sofrerão uma diminuição de preços de 15%, em decisão unilateral da prefeitura.

"Redução de valor de contrato não significa redução de serviço. Se não quiserem, rompemos o contrato. E se quiserem continuar prestando o serviço, como nós desejamos, continuarão prestando o serviço com uma redução de 15%", afirmou Doria.

O tucano anunciou ainda um corte de 25% nas demais despesas, com exceção de educação e saúde. "São medidas de contenção de despesas e redução orçamentária para permitir que possamos enfrentar 2017 com êxito e de uma maneira correta", disse Doria, no intervalo da primeira reunião com seu secretariado, realizada neste sábado.

Medidas de austeridade são tradição no início do mandato dos prefeitos. Entre outros, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) também promoveram cortes assim que assumiram a máquina municipal, com o objetivo de diminuir o custeio.

A diminuição nos gastos, segundo Doria, ajudará a bancar os subsídios à tarifa de ônibus que ficará congelada em R$ 3,80 e a angariar mais recursos para investimentos.

Hoje a prefeitura já gasta mais de R$ 2 bilhões com os subsídios à passagem, quantia que deve subir mais de R$ 1 bilhão –já que a tarifa paga pelos usuários é insuficiente para custear os serviços.

O valor da economia prevista deve ser divulgado apenas nos próximos dias pelo futuro secretário municipal da Fazenda, Caio Megale.

Outra medida de contingenciamento anunciada foi o corte de 30% nos cargos comissionados. "Os que puderem avançar além desse número nós vamos elogiar e estabelecer um mecanismo de reconhecimento", disse.

Os cargos comissionados costumam ser usados para acomodar a base aliada na Câmara. No caso de subprefeituras, muitas vezes, vereadores são responsáveis pela indicação de cargos da região.

"Acabou o tempo da partilha política. Vereadores que se diziam donos das subprefeituras, agora prefeituras regionais, eram [donos]. Agora, isso acabou", disse Doria.


CARROS

O tucano afirmou ainda que a prefeitura vai se desfazer de seus cerca de 1.300 veículos, que serão leiloados ou devolvidos a locadoras.

Os funcionários, incluindo secretários, vão andar de táxi e de Uber –Doria usará seu próprio carro para trabalhar.

"É uma economia substantiva, de quase R$ 120 milhões por ano, contando o custo dos veículos, combustível, seguro, pneus, mecânica, motoristas, custos de estacionamento", justificou.

Haverá um veículo para cada secretaria e empresa municipal, além daqueles fundamentais para o trabalho, como os da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

"O algoritmo da política mudou", artigo de Fernando Henrique Cardoso


As propostas para o futuro devem olhar as necessidades concretas das pessoas


A eleição de Donald Trump confirma o que já se pressentia. Na França, mesmo sem vencer, é provável que Marine Le Pen aumente sua votação. Será o temível “direita volver”? Sim e não. 

É indiscutível que a onda contemporânea é de rechaço aos “males da globalização”. Os que simbolicamente representam a “globalização feliz”, na expressão do sociólogo Pascal Perrineau, estão colhendo o repúdio dos deserdados dela. Mas isso é só parte da história. Ao mesmo tempo a sociedade está refazendo liames de solidariedade e definindo formas de comportamento orientadas por valores que se afastam do padrão anterior. As razões desse sacolejar não podem ser reduzidas às consequências, negativas para alguns, da integração global dos mercados, da alta produtividade das novas tecnologias e do consequente drama do desemprego.

Nossos modelos mentais se formaram, a partir do século 19, de modo pós-iluminista: menos do que a razão, contariam os interesses. Estes, desigualmente distribuídos graças às heranças das famílias e às regras de êxito nos mercados, davam sustentação mais ou menos sólida aos laços de classe, que se espelhavam em ideologias. Foi esse mundo que Karl Marx levou ao extremo ao definir a luta de classes como o “motor da História”. 

A partir daí, aproveitando resquícios da Revolução Francesa, podiam-se classificar as posições políticas entre esquerda e direita e um centro “amorfo”, ou, como o qualificou Maurice Duverger, um pântano eterno. Por quê?

Porque o proletariado e seus aliados simbolicamente eram a “esquerda” revolucionária (posição na Assembleia Nacional onde tomavam assento os militantes mais ardorosos) e se contraporiam à burguesia, que defendia os interesses de conservação da ordem (a “direita”).

Esse mundo se transformou profundamente. Novas formas de produzir, com a disseminação das inovações tecnológicas da automação, miniaturização e, especialmente, comunicação em rede, criaram uma economia de alta produtividade e baixa empregabilidade, com o encolhimento do setor fabril e a expansão dos serviços. As sociedades capitalistas acrescentaram à estrutura de classes (sem desfazê-las) mecanismos de mobilidade ocupacional e formas de interação e de eventual coesão social, que se fazem e desfazem rapidamente dispensando estruturas organizacionais intermediárias. As pessoas juntam-se e se separam pelas redes intercomunicadas. Estas de tempos em tempos levam à ação coletiva: as paradas, os protestos, as “ondas eleitorais” que se formam independentemente dos partidos políticos. Tudo isso assusta os membros do establishment tanto da esquerda quanto da direita: organizações multinacionais, sindicatos, mídia tradicional, partidos, igrejas, etc., sentem-se inseguros e frequentemente partes deles se voltam “contra tudo isso que está aí”.

Às consequências sensíveis da globalização em momentos de crise (estagnação, deslocalização e desemprego), portanto, se somam também tensões em torno a padrões de comportamento. Há novos parâmetros quanto ao que seja aceitável numa sociedade crescentemente diversa (paradas de orgulho gay, ascensão política de migrantes, presença ativa de minorias, lutas pró-direito de aborto, regulamentação do uso das drogas, etc.). Há também reações tradicionalistas contra todas essas mudanças. 

Se a isso somarmos os conflitos pela hegemonia mundial e as ameaças inquietantes do terrorismo, completa-se o quadro no qual, mais que “de direita” (no sentido clássico), as reações são de medo. Refletem o desejo de retorno ao que foi ou se imaginava ter sido bom no passado (“make America great again”) e de proteção e segurança (protecionismo, nacionalismo xenófobo, etc.) diante das ameaças do presente.

O assunto não se esgota, portanto, em dizer: é a direita que está vitoriosa – embora seja. Não é qualquer direita, é a direita do orgulho nacional xenófobo, do fora imigrantes, do protecionismo e do personalismo autoritário, valores em parte compartilhados por certa esquerda. Mais correto diante da vitória de Trump seria repetir Angela Merkel e dizer: nós temos princípios, amamos a liberdade, temos respeito à dignidade humana e à democracia. As regras desta se aplicam a todos, independentemente da cor da pele, da orientação sexual, religiosa ou partidária. Ao mesmo tempo não se devem fechar os olhos às consequências da “globalização assimétrica”, que põe à margem regiões inteiras do mundo e setores internos das sociedades, mesmo das mais prósperas.

Diante das transformações sociais e culturais que estão acontecendo, o pensamento progressista não deve cantar loas à débâcle da globalização, que arrasta com ela os princípios “iluministas”, que Marx acolhia (com a pretensão de superá-los). Tampouco cabe torcer o nariz com repugnância para o que está ocorrendo. O mal-estar precisa ser entendido para se recriar a esperança. 

As propostas para o futuro devem olhar as necessidades concretas das pessoas. Foi isso que os “brancos, pobres e pouco educados” (o proletariado...) viram na demagogia de Trump. Não basta denunciá-la como enganosa, embora seja: é preciso escutar o drama dos perdedores, dar-lhes uma resposta efetiva, não fechar os olhos aos efeitos negativos da globalização e, não menos importante, reafirmar ao mesmo tempo os princípios fundamentais da liberdade, da dignidade humana e da igualdade democrática.

Diversamente do progressismo do século 18, centrado no indivíduo, e do século 19, centrado na classe, o atual deve se centrar em pessoas que nascem e vivem “em redes”. Não repudiam o coletivo: querem existir dentro dele mantendo suas autonomias, sua liberdade de escolha. 

O algoritmo é outro. Há os interesses, mas os valores também contam.

Prefeita de Ribeirão Preto é presa por suspeita de fraude em contratos


MARCELO TOLEDO - FOLHA.COM

A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (PSD), deixa a sede da PF em Ribeirão após ser presa
Joel Silva/Folhapress 


A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (PSD), foi presa preventivamente no início da manhã desta sexta-feira (2) pela Polícia Federal, na segunda fase da operação Sevandija, que apura fraudes em contratos de licitações da prefeitura que somam R$ 203 milhões.

A prefeita foi presa em sua casa, no bairro Ribeirânia, por volta das 6h, na etapa intitulada Mamãe Noel. Houve manifestações de motoristas que passavam buzinando em frente à sede da PF em Ribeirão na manhã desta sexta. Por volta das 10h, ela deixou o local para ser encaminhada para a Superintendência da PF na capital paulista.

Os ex-advogados do Sindicato dos Servidores de Ribeirão Maria Zuely Alves Librandi e Sandro Rovani também foram presos preventivamente. O ex-secretário da Administração de Dárcy, Marco Antonio dos Santos, também foi levado à sede da PF na cidade. Ele é suspeito de também receber parte da propina desviada.

Policiais federais estão nas ruas para o cumprimento de mandados de busca e apreensão, segundo a Folha apurou.

O nome de Dárcy aparece ao menos duas vezes nas investigações da Sevandija, deflagrada pela PF e o Ministério Público paulista, em 1º de setembro. A operação apura o que é, até agora, considerado o maior escândalo de corrupção da história da cidade.

Ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) o ex-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão, Wagner Rodrigues, que foi candidato à Prefeitura de Ribeirão pelo PC do B, disse que a prefeita recebeu R$ 4 milhões em propina.

Antes, Dárcy já tinha sido flagrada em grampos que podem indicar que ela usou a distribuição de cargos no governo, numa triangulação feita com uma empresa, para comprar apoio político de vereadores na Câmara.

A prisão é decorrente de provas obtidas por meio da análise e investigações dos materiais apreendidos e de depoimentos colhidos após a deflagração da primeira fase.

O nome da segunda fase da operação se deve, segundo a PF, às evidências de que a ex-advogada do sindicato Maria Zuely repassou, entre 2013 e 2016, mais de R$ 5 milhões a outros envolvidos, em dinheiro e cheques, desviados da prefeitura.

Segundo a investigação, os indícios são de que a suposta propina paga a Dárcy tinha como finalidade priorizar os pagamentos à advogada Maria Zuely, deixando de pagar em dia coleta de lixo e repasses a hospitais filantrópicos e ao IPM (Instituto de Previdência dos Municipiários), por exemplo.

A origem da suspeita está num acordo judicial que resultou no parcelamento de R$ 800 milhões a serem pagos a servidores da prefeitura devido a perdas decorrentes do Plano Collor. Já foram pagos mais de R$ 300 milhões, além de cerca de R$ 40 milhões em honorários.

Esses honorários são o alvo da investigação. Maria Zuely foi advogada do sindicato na época da celebração do acordo e, em 2009, já com Dárcy na prefeitura, passou a exercer a função de assistente da Secretaria da Casa Civil. Os pagamentos mensais a ela começaram a ser feitos em janeiro de 2013 e, até junho deste ano, chegaram a R$ 37 milhões.

Se os mandados de hoje forem cumpridos, serão 19 as pessoas presas ao longo da operação. Dezesseis delas já foram soltas, após decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

No último final de semana, o empresário Marcelo Plastino, dono da empresa Atmosphera, que é apontada como participante do esquema, foi encontrado morto em seu apartamento, em zona nobre da cidade. A principal hipótese da investigação policial é que ele tenha cometido suicídio.

A advogada Maria Cláudia Seixas, defensora da prefeita de Ribeirão Preto, afirmou, desde o início da operação, que Dárcy nega "com veemência" ter recebido o dinheiro da propina e que ela colabora com as investigações.

Vice-prefeito eleito Bruno Covas anuncia 20 prefeitos regionais da gestão Doria


Anúncio de 20 prefeitos regionais (Foto: Márcio Pinho/G1)

O vice-prefeito eleito e futuro secretário de Prefeituras Regionais, Bruno Covas, anunciou hoje os 20 primeiros nomes que comporão as Prefeituras Regionais na gestão de João Doria. Veja quem foram os escolhidos:

Aricanduva – Luiz Carlos Frigerio é arquiteto concursado da prefeitura de São Paulo, onde atuou, dentre outras áreas, na subprefeitura da Vila Maria. Foi assessor especial do prefeito Mário Covas, com quem trabalhou também no Senado e no governo do Estado. Também foi Superintendente da Fiscalização de Transportes da ARTESP, onde hoje é assistente da Diretoria de Planejamento e Logística.

Butantã – Paulo Vitor Sapienza, consultor e bacharel em Direito, com especialização em direito e ciências políticas. Foi Coordenador do SOS Criança no governo Mario Covas e diretor da divisão norte da Secretaria Estadual de Ação Social, além de assessor parlamentar e chefe de gabinete na Assembleia Legislativa.

Cidade Ademar – Júlio Carreiro, químico com especialização em gestão ambiental, professor universitário e voluntário em projetos sociais, foi diretor do Parque Raposo Tavares e gerente de projetos de políticas públicas na Fundação Prefeito Faria Lima – CEPAM. Atualmente é assistente técnico na diretoria de Gestão da Cetesb.

Cidade Tiradentes – Oziel Evangelista de Souza é bacharel em Sociologia e Política. Foi diretor da Casa de Cultura de Cidade Tiradentes, assessor da subprefeitura e atuou na realização das eleições dos conselhos municipais de Saúde, Juventude e Habitação. Trabalha na organização social Catavento Cultural e Educacional, onde é responsável pela implementação do projeto Fábricas de Cultura na Zona Leste.

Guaianases – Antonio Eduardo dos Santos, o Chiquinho 90, advogado com pós-graduação em gestão pública, mora no bairro há 54 anos. Foi coordenador do Programa Parceiros do Futuro na Secretaria Estadual da Educação e coordenador de Assistência e Desenvolvimento Social da Subprefeitura de Guaianazes. Hoje trabalha na Casa Civil do Governo de São Paulo.

Itaim Paulista – José Denycio Pontes Agostinho, economista e empresário, atuou no movimento de emancipação política de Itaim Paulista. Foi vereador em São Paulo, secretário de várias pastas em Tangará da Serra (MT), e assistente técnico da Administração Regional de São Miguel Paulista.

Jaçanã – Alexandre Baptista Pires, formado em publicidade com pós-graduação em gestão pública e especialização em marketing político, é sócio proprietário da agência de publicidade “Elege”. Foi assessor na Câmara Municipal de São Paulo e presidente fundador do Rotaract Jaçanã.

Lapa – Carlos Fernandes, administrador de empresas, foi subprefeito da Lapa, empresário do setor gráfico, superintendente de transporte público da SPtrans, onde dirigiu o grupo de combate à fraude no Bilhete Único. Foi secretário-adjunto de Gestão do Estado e coordenou a criação de 35 unidades do Poupatempo. É coordenador de Tecnologia da Informação na Secretaria da Agricultura.

M’Boi Mirim – Rita de Cássia Corrêa Madureira, é formada em Serviço Social, com diversos cursos de especialização. Têm 40 anos de experiência na área de habitação popular, tendo atuado nos programa Guarapiranga e Mananciais, dentre outros projetos. Atualmente trabalha na Camargo Corrêa, onde responde pela ação social das obras de canalização do Córrego Ponte Baixa.

Penha – Jurandir Junqueira Junior, consultor e major da reserva da PM, condecorado com a Medalha de Mérito Pessoal Grau Máximo, é bacharel em Ciências Policiais da Segurança e Ordem Pública pela Academia do Barro Branco. Tem pós-graduação em Ouvidoria Pública e Privada e diversos cursos de especialização. Foi assessor especial da presidência da São Paulo Turismo.

Perus – Eduardo Cerveira Rosmaninho, administrador de empresas, é empresário com ampla experiência comercial no bairro há mais de duas décadas e forte atuação na Associação Comercial de São Paulo. Foi presidente da Sociedade de Amigos da Vila Jaguara por 10 anos.

Pinheiros – Paulo Mathias é formado em Gestão Pública. Foi presidente da Juventude do PSDB por duas gestões e coordenador do Programa Escola da Família da Secretaria Estadual de Educação. Foi candidato a deputado estadual em 2014 e um dos coordenadores da campanha de João Dória à Prefeitura.

Pirituba – Ivan Lima, engenheiro pós-graduado em administração, é consultor e professor universitário, com larga atuação na área de logística de empresas privadas. Foi engenheiro da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras e da EMAE. Hoje atua na Companhia Paulista de Obras e Serviços. Militante negro, foi presidente da Escola de Samba Prova de Fogo de Pirituba.

Santana – Rosmary Corrêa, delegada de polícia aposentada, implantou a primeira Delegacia de Defesa da Mulher no mundo, foi deputada estadual por quatro mandatos, secretária da Criança, Família e Bem-Estar Social e subsecretária de Assuntos Parlamentares do Governo de São Paulo. É presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina.

Santo Amaro – Roberto Arantes Filho, bacharel em Direito, com MBA em Gestão. Foi chefe de gabinete e coordenador de Relações Institucionais naSecretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, onde está desde 1996. Coordenou o projeto do veículo leve sobre trilhos (VLT) na Baixada Santista e os serviços de mobilidade da Copa do Mundo em 2014.

São Mateus – Fernando Elias Alves de Melo, técnico em edificações e engenheiro civil, começou como estagiário de engenharia na subprefeitura de São Mateus, onde foi engenheiro, coordenador de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e subprefeito. Também atuou como engenheiro da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras.

São Miguel – Edson Marques, é jornalista, com mestrado em Comunicação e Tecnologias Educativas e pós-graduação em Comunicação Jornalística. Foi coordenador-geral do Gabinete da Administração Regional de Itaquera e chefe de gabinete na Subprefeitura de São Miguel. Integrou os quadros da CDHU, onde coordenou o Programa Paulista de Mutirões. É assessor parlamentar na Assembleia Legislativa.

Sapopemba – Benedito Gonçalves Pereira, bacharel em administração, ciências contábeis, direito e história, é contador na Prefeitura, com 37 anos de experiência e atuação em diversos órgãos municipais, dentre eles as secretarias de Abastecimento e de Administrações Regionais, além do Tribunal de Contas do Município.

Sé – Eduardo Odloak é técnico em edificações, administrador, com especialização em marketing. Foi subprefeito da Mooca e presidente do Conselho Estadual da Juventude. Atualmente é assessor da Presidência da EMPLASA, onde coordenou a agenda Metropolitana.

Vila Mariana – Benedito Mascarenhas Louzeiro, é jornalista e servidor da Universidade Federal de São Paulo. Trabalhou no Ministério da Educação, na Casa Civil do governo estadual e atualmente é coordenador da Assessoria de Relações Institucionais da Secretaria Estadual de Educação.

Procuradora de carreira será a controladora de Doria


Laura Mendes Amando de Barros é funcionária de carreira da Prefeitura; o procurador Ricardo Ferrari Nogueira será o novo procurador-geral do Município

Bruno Ribeiro - O Estado de S. Paulo

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Novo secretário da Justiça, Anderson Pomini (centro), acompanhado do novo procurador-geral do município, Ricardo Ferrari Nogueira , e da nova controladora, Laura de Barros
(Foto: Tatiana Santiago/G1)

Depois de rebaixar o status da Controladoria-Geral do Município (CGM) de São Paulo, o prefeito eleito, João Doria (PSDB), indicou uma funcionária de carreira da Prefeitura para o posto de chefe da CGM. O órgão, que antes respondia apenas o prefeito e resultou na recuperação de quase R$ 400 milhões desviados ilicitamente, agora terá de se reportar ao novo secretário de Justiça da cidade, Anderson Pomini.

Procuradora do Município, Laura Mendes Amando de Barros deu sua primeira entrevista como futura titular do cargo nesta quarta-feira, 30. E afirmou que o órgão não perderá independência. “Nossa autonomia como Controladoria é absolutamente intocada. Essa é uma questão fundamental do controle interno. Essa é uma questão que está pacificada. A próxima gestão já decidiu que irá seguir”, disse Laura - que, na gestão Fernando Haddad (PT), ocupou a chefia da assessoria jurídica da CGM. 

Ao mesmo tempo, ela afirmou que o departamento passará a divulgar antecipadamente o calendário de ações. “Não existe uma satisfação (a ser dada ao secretário). Existe uma agenda, e essa agenda pretende ser construída previamente para o governo, e vai ser ‘publicizada’ não só ao secretário e ao governo, mas a toda a população.”

O secretário Pomini, por sua vez, disse que “a agenda prévia diz respeito ao formato de atuação da Controladoria, com autonomia e independência”, sem revelar auditorias antecipadamente. “O papel principal da controladora é a prevenção, não o da repressão. Não se pretende instalar o Estado policialesco”, afirmou. “Policialesco” é um termo empregado por secretários de Haddad quando são advertidos pela CGM sobre falhas técnicas. 

A gestão Doria também decidiu reestruturar a Procuradoria-Geral do Município, fundida à Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos de Haddad. Ela voltará a ser um órgão próprio, mas também sob o guarda-chuva de Pomini. Procurador de carreira, Ricardo Ferrari Nogueira será o procurador-geral. A Secretaria de Justiça deverá viabilizar juridicamente as privatizações prometidas por Doria, como a do Anhembi. 



"Erros na gestão lulopetista devolvem milhões à pobreza", editorial do O Globo


Equívocos ‘desenvolvimentistas’ cometidos a partir do segundo governo Lula, sob influência de Dilma, jogaram a economia no chão e tiraram renda de pobres

O Globo

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O PT sempre propagandeou com insistência os avanços sociais em seu período de poder. A ponto de, no discurso oficial, apagar o passado, como se nada houvesse sido conquistado neste campo antes de janeiro de 2003, quando Lula tomou posse para o primeiro mandato.

Nenhuma palavra, nenhum linha sequer foi dita e escrita em pronunciamentos e documentos petistas sobre a participação do PSDB no lançamento de programas sociais baseados em contrapartidas dos beneficiários (manter filhos na escola, visitar regularmente postos de saúde). Vem daí a origem do Bolsa Família.

O primeiro governo Lula consolidou diversos programas, ampliou-os, e ainda teve o bom senso de manter a política econômica de FH. Com isso, estabilizou a economia, ao conter a crise deflagrada pela desconfiança gerada na própria ascensão de Lula na campanha de 2002, e assim garantiu as condições macroeconômicas para continuar com uma ativa política de combate à pobreza.

O Bolsa Família revelou-se eficiente cabo eleitoral lulopetista nas regiões pobres, reforçando a imagem cultivada pelo partido de “defensor dos pobres”. Mas a equivocada mudança de eixo na política econômica, mais visível a partir do segundo mandato de Lula, sob influência da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, dilapidaria esse patrimônio político do partido, ao jogar o país na mais profunda recessão da sua história, cujas principais vítimas são mais de 12 milhões de desempregados. O PT, de “pai dos pobres”, passou a gerar pobreza, numa trapaça da História.

Cálculos feitos pelo diretor da FGV Social, Marcelo Neri, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referente a 2015, divulgada pelo IBGE na semana passada, deu números a este dramático retrocesso.

A recessão do ano passado, de 3,8%, devolveu de volta à pobreza 3,6 milhões de pessoas. Até então, desde 2004 a parcela de pobres na população vinha encolhendo a uma média anual de 10%. E 2004 é o ano em que se confirma a retomada de expansão da economia e o Brasil começa a se beneficiar da onda mundial de crescimento sincronizado, em especial da expansão da China.

Os governos petistas passaram a usufruir daqueles bons tempos como se não houvesse amanhã. Havia, e os erros cometidos pela “desenvolvimentista” Dilma na reação aos efeitos da crise mundial agravada pelo estouro da bolha financeira e imobiliária nos Estados Unidos, em 2008/2009, empurraram a economia para o chão e deram fôlego à inflação, de volta aos dois dígitos.

Esses 3,6 milhões despachados para estratos sociais mais baixos elevaram a pobreza em 19,33%, e a miséria, condição para a qual foram 2,7 milhões, expandiu-se em 23,4%, abrangendo 2,9% da população.

Os números são drásticos e tudo ainda deve piorar, porque este ano, 2016, ainda será de recessão na faixa dos 3%. Vale lembrar que os erros cometidos, por voluntarismo ideológico — resumidos no atropelamento da Lei de Responsabilidade Fiscal —, foram justificados pela suposta proteção aos pobres. Uma lição da tragédia é que sem equilíbrio macroeconômico nada de positivo é possível fazer. Muito menos ajudar os pobres. Resulta no contrário.



"A popularidade do governador", por Almir Pazzianotto


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Encontrei-me acidentalmente na tarde de ontem com o governador Geraldo Alckimin, no aeroporto de Brasília. S. Exa. estava em companhia do Chefe da Casa Civil, Deputado Samuel Moreira. Retornávamos a São Paulo em aviões da LATAM, embora em horários diferentes. Conversamos alguns momentos, pois somos amigos desde a época em que éramos deputados estaduais pelo PMDB. 

Dois fatos merecem registro: o governador do Estado mais desenvolvido servir-se da aviação comercial, o que é raro acontecer; o número de pessoas que o cercaram para que se deixasse fotografar ao seu lado. Foram dezenas de fotos, até a chamada para o embarque.

Não me surpreenderam a conduta do governador Alckmin e o comportamento das pessoas que o cumprimentaram. Afinal, é um dos raros políticos que não têm receio do contato com o povo, pela reconhecida honestidade.


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* O texto foi postado na página do Facebook de Almir Pazzianotto

**Almir Pazzianotto Pinto é advogado, foi ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Alckmin e Doria lamentam acidente com avião que levava time da Chapecoense


Governador se manifestou pelas redes sociais, e prefeito eleito divulgou nota de pesar.


G1, São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin 
(Foto: Reprodução/ EPTV)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito eleito da capital paulista, João Doria (PSDB), lamentaram a morte das mais de 70 pessoas no acidente aéreo com o avião que levava a equipe da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, na madrugada desta terça-feira (29).

Em seu perfil no Twitter e no Facebook, Alckmin disse considerar “muito triste o acidente”. “Um time de jovens talentosos e que fez uma grande partida no domingo aqui em São Paulo”, disse o governador em menção à partida contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro.

“Nossas orações por toda a delegação, jornalistas, passageiros e seus familiares. #ForçaChape”, completou o governador.

Doria também lamentou o acidente com uma nota de pesar. “Mais do que a tristeza pela perda de jovens atletas no momento mais elevado de suas carreiras, de dirigentes e integrantes da comissão técnica, de jornalistas competentes e estimados e de todos os que foram colhidos pela tragédia”, disse.

Doria disse ainda ter certeza de que “o brasileiro, com sua enorme capacidade de reagir diante de momentos difíceis, reconhecerá o valor dos que se foram e dará conforto a suas famílias".