Agenda do governador Geraldo Alckmin 23/10 - São Paulo – SP

AGENDA DO GOVERNADOR


Evento: Assinatura do Contrato de Concessão da Rodovia "dos Calçados"
Data: Segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Horário: 10h
Local: Palácio dos Bandeirantes - Salão dos Despachos

Evento: Assinatura de Convênios FUMEFI. Santa Isabel - R$ 1 milhão Suzano - R$ 1,5 milhão Rio Grande da Serra - R$ 1,2 milhão São Lourenço da Serra - R$ 755 mil
Data: Segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Horário: 10h
Local: Palácio dos Bandeirantes - Salão dos Despachos

Sócio de filho de Lula usou empresa de fachada para receber repasses da Oi


Marco Aurélio Vitale afirma que companhia injetava recursos em grupo de Jonas Suassuna

O GLOBO


Foto de 2011 mostra Lula em Madri com Suassuna (2º da dir. para a esq.) e Lulinha (à dir.)

Ex-diretor do grupo empresarial de Jonas Suassuna, que é sócio de um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um dos proprietários do sítio de Atibaia (SP) atribuído ao petista, Marco Aurélio Vitale afirmou, ao jornal "Folha de S.Paulo", que empresa de Suassuna foi usada como fachada para receber recursos da Oi. Vitale disse que os recursos eram direcionados a Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula, e seus sócios. O ex-diretor declarou ainda que os repasses eram justificados por meio de contratos "sem lógica comercial". Vitale confirmou ao GLOBO o teor da entrevista concedida à "Folha".

De acordo com a Polícia Federal, as empresas receberam R$ 66,4 milhões da Oi entre 2004 e 2016. À "Folha de S.Paulo", os advogados de Lula e da Oi negaram a prática de atos ilícitos. Já Fábio Luís não se manifestou.

Vitale contou que Grupo Gol, de Jonas Suassuna, conseguiu um tratamento que não existe dentro da Oi. O único objetivo do contrato entre ambos era o repasse de recursos da empresa de telefonia para as firmas de Suassuna. O Grupo Gol atua nas áreas editorial e de tecnologia e não mantém nenhuma relação com a companhia aérea de mesmo nome.

Jonas Suassuna é dono de metade do sítio em Atibaia (SP), que o Ministério Público Federal diz ser de Lula, e tornou-se sócio de Fábio Luís e Kalil Bittar (irmão de Fernando Bittar, dono da outra metade do sítio) e da Oi na Gamecorp em 2007. Fábio Luís é sócio de empresas do Grupo Gol.

Questionado sobre qual era o motivo dos contratos do grupo de Suassuna com a Oi, Vitale disse que "muitos dizem que seria uma contrapartida pela mudança da lei da telecomunicação para permitir a compra da Brasil Telecom":

— Nunca ouvi falarem disso. Esse assunto não era tratado dessa maneira. Mas Jonas e suas empresas foram utilizadas, na minha opinião, como uma fachada necessária para que o Fábio e Kalil realizassem seus negócios através da ligação familiar. Nesse movimento, os negócios não eram o mais importante. O importante era a entrada de dinheiro.

O ex-diretor afirma que a receita do grupo era da Oi e que diretores sabiam da existência de contratos e receitas milionárias:

— Mas nunca ficou claro quanto e pelo quê a Oi pagava.

Na entrevista, Vitale afirma que Suassuna não falava sobre os contratos.

— O modelo de gestão sempre foi muito centralizado. Qualquer assunto era tratado de forma fechada com Fábio, Kalil e Fernando Bittar. Esporadicamente se encontravam com Lula em São Paulo.

Questionado se o nome de Lula era usado, Vitale afirma que existia na Oi "uma noção clara de que a Gol só estava lá por causa do então presidente":

— No caso da Oi, não se falava o nome do ex-presidente porque eles queriam buscar outros negócios e existia dentro da Oi uma noção clara de que a Gol só estava lá por causa do então presidente. As pessoas da Oi não se sentiam à vontade de falar sobre isso. Mas, em almoços que Jonas fazia com empresários, ele sempre se posicionava como sócio do filho do presidente, amigo do presidente.

De acordo com o ex-diretor, Lula não frequentava a empresa. Vitale disse ter visto o ex-presidente apenas uma vez, quando já ele tinha deixado o Palácio do Planalto, porque Suassuna queria mostrar as instalações da companhia. Sobre o sítio de Atibaia, o ex-diretor disse que sabia da propriedade, mas ela "era do Lula":

— Nunca foi dito que era do Jonas. Ele nunca tratou sendo como dele, sempre tratou como sítio do Lula. (Após a divulgação do caso), ele fala, em almoço na empresa, que tinha um sítio ao lado, que comprou como investimento.


Vitale conheceu Suassuna entre 1997 e 1998, quando era gerente de marketing da "Folha de S.Paulo". Em 2009, foi chamado pelo empresário para trabalhar com ele. A sociedade entre Suassuna e o filho de Lula, segundo ele, sempre foi colocada como lícita "que não traria benefícios diretos para o Jonas":

— Exceto o fato de ser sócio do filho do presidente, o que te dá uma visibilidade natural.


INTIMADO PELA RECEITA FEDERAL

Marco Aurélio Vitale da Costa confirmou,neste sábado, ao GLOBO, o teor da entrevista concedida à "Folha". O ex-diretor, que atualmente trabalha como fotógrafo e é presidente da ONG "Instituto de Percepções de Responsabilidade Social", disse ter sido intimado a prestar esclarecimentos à Receita Federal há cerca de um ano, no Rio de Janeiro, numa investigação sobre a empresa de Suassuna.

Naquele depoimento, ele afirmou ter relatado episódios e apresentado documentos que comprovariam que o Grupo Gol teria sido usado como fachada para o repasse de dinheiro da operadora Oi para o filho de Lula. Seu último contato que teve com Suassuna, contou ele, foi naquela época, quando recebeu a intimação da Receita.

— Eu disse ao advogado dele (Suassuna) que tinha sido intimado pela Receita e iria dizer tudo que sabia. Depois disso, nunca mais falei com ninguém — contou ele ao GLOBO.

Vitale explicou que foi chamado pela Receita assim como outros executivos que trabalharam ou continuam na Gol, e negou que tenha chantageado Suassuna, como insinuou à Folha um advogado do empresário.

— Nunca pedi nada a eles. Isso é absurdo. Eu não estou envolvido em nenhum desses contratos suspeitos. Quando entrei na empresa, eles já haviam sido assinados. Mas sei de muita coisa, como muita gente lá dentro sabe. Só quero compartilhar a verdade.

Governador Geraldo Alckmin diz que se prepara para ser candidato


Governador volta a dizer que estará presente na disputa presidencial de 2018

Circe Bonatelli - O Estado de S.Paulo


Faltando um ano para as eleições de 2018, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta sexta-feira, 20, que se prepara para concorrer à Presidência da República, embora a decisão sobre a escolha dos candidatos dentro do partido ainda não tenha sido tomada. Nos bastidores do PSDB, Alckmin disputa a indicação com o afilhado político João Doria, prefeito de São Paulo.

"Essa decisão (de candidatura à Presidência) não é pessoal, é coletiva. Ela ocorrerá mais para frente", disse. "Agora, eu me preparo. Acho que é importante a gente estar preparado para servir ao Brasil", completou, durante entrevista à imprensa após participar da cerimônia de abertura do segundo feirão de imóveis "Morar Bem, Viver Melhor", na zona sul da capital paulista.

O governador avaliou que o País vive um momento considerado crítico, que pode trilhar em direção ao "populismo fiscal irresponsável" ou ao "crescimento sustentável, com geração de emprego e de renda", conforme suas palavras. "O mundo que cresce tem política fiscal rigorosa, política monetária com juros baixo e câmbio competitivo", emendou.

Questionado sobre os principais assuntos que têm gerado turbulências políticas em Brasília, Alckmin evitou emitir opiniões pessoais. No caso da permanência do senador Aécio Neves (MG) como presidente do PSDB, ele disse apenas que o momento é de esperar a posição do parlamentar. "O Aécio já se afastou (da liderança do partido). Vamos aguardar o Aécio, que ficou de tomar posição nos próximos dias", disse Alckmin.

Perguntado também se o PSDB deve orientar os membros do partido a rejeitar, durante votação na Câmara, a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB), Alckmin disse que essa decisão cabe aos próprios parlamentares. "Não interferi na discussão da primeira denúncia e não vou interferir na segunda. Os deputados federais têm responsabilidade, juízo próprio, conhecimento do processo e estão plenamente capacitados para poder votar", disse.

Agenda do governador Geraldo Alckmin 20/10 - São Paulo – SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin assina nesta sexta-feira, 20, autorizo para acordo entre a Secretaria dos Direitos da Pessoas com Deficiência e o Comitê Paralímpico Brasileiro para operacionalização e condução das atividades desenvolvidas no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro.

Na sequência, o governador participa da abertura da segunda edição do Feirão Morar Bem, Viver Melhor, no São Paulo Expo. O evento acontece também no sábado, 21, e domingo, 22, reunindo 23 estandes de incorporadoras ofertando mais de 25 mil imóveis em todo o Estado. Além dos descontos de 10% oferecidos pelas parceiras e isenções de taxas e tributos, como o ITBI, o Governo irá disponibilizar Cheques-Moradia entre R$ 5 mil e R$ 40 mil a servidores do Estado.


Evento: Assinatura do autorizo para operacionalização do Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro entre o Comitê Paralímpico Brasileiro e a Secretaria dos Direitos da Pessoas com Deficiência
Data: Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Horário: 9h
Local: CTPB - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 - Jabaquara - São Paulo/SP

Evento: Abertura do 2º Feirão Morar Bem, Viver Melhor
Data: Sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Horário: 10h
Local: SP Expo Imigrantes - Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - Vila Água Funda - São Paulo/SP

'Retrocesso inaceitável', diz FHC sobre mudança na lei de combate ao trabalho escravo


O ex-presidente usou sua página no Faceboook para condenar a medida

O GLOBO



O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso usou sua página no Facebook para criticar a portaria do Ministério do Trabalho que modifica a lei de combate ao trabalho escravo. Segundo ele, a medida representa um "retrocesso inaceitável".

Em seu texto, publicado na manhã desta quarta-feira, FH faz um apelo ao presidente Michel Temer, para que reveja "esta decisão desastrada".

Fernando Henrique lembrou ainda os avanços feitos no sentido de coibir tais práticas em 1995, e disse ser inaceitável que dificultem sua fiscalização.

Veja abaixo o texto completo.



Tasso defende renúncia de Aécio da presidência do PSDB


Presidente interino do partido defende que senador, que recuperou mandato, renuncie ao comando tucano

Thiago Faria e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

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Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente interino do PSDB

Presidente interino do PSDB, o senador Tasso Jereissati defendeu nesta quarta-feira, 18, a renúncia do senador Aécio Neves (PSDB-MG) da presidência do partido. A declaração ocorre um dia após o Senado barrar, por 44 votos a 26, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impôs o afastamento do mandato e o recolhimento noturno ao senador mineiro.

"Eu acho que é (caso de renúncia). Porque agora ele não tem condições, dentro das circunstâncias que está, de ficar como presidente do partido. E nós precisamos ter uma solução definitiva e não provisória", disse Tasso.

Aécio está afastado do cargo desde maio, após a divulgação da delação da JBS, que o implica diretamente. Em conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, o tucano pede R$ 2 milhões. Ele nega que o dinheiro seja propina e diz que foi um pedido de empréstimo para pagar sua defesa na Operação Lava Jato.

Mesmo afastado da presidência do partido, Aécio continuou a ter influência e conseguiu manter o PSDB na base aliada de Michel Temer. O senador é um dos principais fiadores da sigla do apoio ao peemedebista.

Já Tasso tem dado sinais de que pode ceder à ala que defende a ruptura com Temer, encabeçada pelos autointitulados cabeças-preta, ala mais jovem de deputados tucanos.

Tasso disse que não havia conversado com Aécio ainda sobre o assunto. Após chegar ao Senado, ele se reuniria com Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), também defensor da saída do PSDB da base.


"Democracia à moda petista", editorial do Estadão


Partido considera que eleições na Venezuela foram “um exemplo de democracia”

O Estado de S.Paulo

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O PT considerou, em nota oficial, que as recentes eleições na Venezuela, marcadas por denúncias de fraude e de intimidação, foram “um exemplo de democracia e de participação cidadã”. Assim, mais uma vez, o PT oficialmente se alinha aos regimes ditatoriais de esquerda na América Latina, com o argumento de que ali é que vigora a verdadeira democracia.

É espantoso que aqueles que vivem a denunciar uma suposta escalada autoritária no Brasil, a partir do que eles chamam de “golpe” contra a presidente Dilma Rousseff, sejam os mesmos que consideram legítima a truculência chavista na Venezuela. Sem nenhuma dúvida, deve-se tomar esse comportamento como revelador do que os petistas entendem por democracia e do que são capazes de fazer para que essa visão prevaleça.

“O PT saúda o presidente Nicolás Maduro e seu partido, o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), pela contundente vitória eleitoral”, diz a nota do PT, lembrando que essa foi a “vigésima segunda eleição em dezoito anos de governos liderados pelo PSUV” – como se a mera realização de eleições fosse suficiente para atestar a saúde de uma democracia.

É evidente, para qualquer observador independente, que o que houve no dia 15 passado foi uma farsa, com o objetivo de dar um verniz democrático ao que já é uma ditadura em fase avançada, desde que Maduro fez instalar uma “assembleia constituinte” cujo único objetivo era liquidar a Assembleia Nacional, último bastião institucional da oposição. A intenção de Maduro não foi apenas impedir que a oposição continuasse a contestá-lo na Assembleia Nacional, mas também reescrever a Constituição para adequá-la a seu regime de força.

As eleições regionais eram o passo seguinte da consolidação da ditadura, pois serviriam como termômetro das eleições presidenciais do ano que vem. Assim, para simular um apoio que Maduro não tem, as autoridades eleitorais do país, totalmente alinhadas ao chavismo, trataram de inviabilizar a realização de eleições livres e justas. Sem essas manobras, numa votação limpa, o chavismo certamente sairia derrotado de forma fragorosa, já que a Venezuela entrou em colapso graças à aventura socialista bolivariana, que enriqueceu os “boligarcas” – como são conhecidos os parasitas do Estado – e empobreceu o resto do país.

As fraudes cometidas nas eleições foram tão absurdas que não demorou para que vários países e organizações internacionais manifestassem repúdio a todo o processo, unindo-se à oposição venezuelana, que decidiu não reconhecer os resultados – dos 23 governos em disputa, o chavismo diz ter conquistado 17, embora as pesquisas mostrassem 80% de rejeição a Maduro. Os Estados Unidos, por exemplo, disseram que as eleições não foram nem livres nem justas. A União Europeia exigiu “transparência” das autoridades eleitorais da Venezuela, enquanto a Organização dos Estados Americanos, por meio de seu secretário-geral, Luis Almagro, informou que não é possível reconhecer os resultados, pois “repetem variáveis de ilegalidade, incerteza e fraude”. O Grupo de Lima, formado por 12 países, entre os quais o Brasil e a Argentina, considerou que, diante das evidentes irregularidades, é “urgente realizar uma auditoria independente em todo o processo eleitoral”, a fim de “conhecer o verdadeiro pronunciamento do povo venezuelano”.

Para o PT, porém, o que se viu no domingo passado “será lembrado como o dia de uma vitoriosa jornada de democracia”, em que os venezuelanos manifestaram “seu apoio à paz, à democracia e à soberania” de seu país, contra a “torpe tentativa de cerco e aniquilamento liderada pelo governo estadunidense”. Nem é preciso dizer que, além do PT, quem vibrou com as eleições venezuelanas foi o governo de Cuba, cujo ditador, Raúl Castro, disse que a Venezuela “deu outra grande lição de paz, vocação democrática, coragem e dignidade”.

Felizmente, os liberticidas venezuelanos contam cada vez mais apenas com a solidariedade – melhor seria dizer cumplicidade – de petistas e castristas, pois o resto do mundo civilizado não parece mais disposto a aceitar as patranhas chavistas.

Agenda do governador Geraldo Alckmin 17/10 - São Paulo – SP

AGENDA DO GOVERNADOR


Nesta terça-feira, 17, o governador Geraldo Alckmin entrega mais dois trens para a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Na mesma ocasião, ele lança a 12ª edição da campanha Livro Livre, que promove a distribuição gratuita de exemplares entre usuários da CPTM. Este ano, dez mil livros estarão nas estantes itinerantes de doação e troca de nove estações.


Evento: Entrega de dois novos trens para a CPTM e lançamento da campanha Livro Livre
Data: Terça-feira, 17 de outubro de 2017
Horário: 10h
Local: Estação da Luz - Praça da Luz, s/nº - São Paulo/SP

"As circunstâncias de Alckmin", artigo de Carlos Andreazza


Aécio, aliás, é a razão por que o governador está sozinho na fila tucana. Sim, o partido o protege internamente, mas à custa de reduzir suas pretensões eleitorais


João Doria só será o candidato do PSDB à Presidência em 2018 caso o partido deixe de existir como o conhecemos pelo menos desde a vitória de Fernando Henrique Cardoso em 1994; quando a margem tucana para surpresas — talvez para a sorte — secou.

A partir dali, ao alcançar o inverossímil lugar de oposto do PT e se tornar uma das partes no bipartidarismo brasileiro vigente para eleições presidenciais, o PSDB se trancou, e outro critério para a escolha de candidato a presidente jamais teve senão o óbvio: o de respeitar a ordem na fila; fila — eis o paradigma — sempre de poucos e dos mesmos, todos já testados, fundadores e fiéis ao partido, e com peso na direção partidária.

Um conjunto histórico que em porção nenhuma beneficia Doria — que talvez um dia aprenda que só se chega à condição de poder viajar país adentro pedindo votos ao eleitorado geral após haver conquistado o eleitorado interno do partido. Um conjunto, porém, que em tudo faz crescer Geraldo Alckmin, ademais impulsionado pela rara circunstância de estar sozinho na fila.

Objetivamente: se, em meados do ano que vem, for o prefeito de São Paulo o nome tucano escolhido para concorrer ao Planalto, isso significará que o PSDB, como é hoje, terá morrido — quem choraria? — para renascer um outro. Se melhor ou pior, não importa. Meu ponto aqui consiste em sustentar a improbabilidade de essa morte ocorrer. À luz do padrão de comportamento do partido, Doria só teria vez em 2018 caso os caciques do PSDB — a meia dúzia que controla a máquina tucana — fossem todos ceifados pela Lava-Jato; mormente Alckmin. E isso não acontecerá. Já não aconteceu.

Ao contrário, a candidatura do PSDB logo se definirá — sem novidade — também como item da sangria estancada, elemento crucial no pacote de reação do establishment, já em curso, contra a Lava-Jato.

Que se olhe para a situação de Aécio Neves, um político encolhido, que terá de abrir mão de concorrer à reeleição ao Senado e disputar uma vaga na Câmara para cultivar algum pequeno capital eleitoral e sustentar o foro especial; mas que, ainda assim, mantém-se presidente do PSDB e influente — blindado — no partido. O que isso informa? Que as coisas ali, entre os vivos, não mudam; que as hierarquias se enraízam, tanto mais quando a própria atividade política se encontra criminalizada. O pacto está firmado.

Aécio, aliás, é a razão por que Alckmin está sozinho na fila tucana. Sim, o partido o protege internamente, mas à custa de reduzir suas pretensões eleitorais. A debacle do senador é o motivo pelo qual o PSDB — acionando o instinto de sobrevivência — correu para o colo do governador paulista, e sem que esse precisasse se esforçar. Isso deriva, sobretudo, de um movimento correto: enquanto Aécio é o fiador da participação tucana no governo Temer, Alckmin sempre foi contrário a que o partido o compusesse. Trata-se do tipo de análise do tabuleiro que rende frutos políticos imediatos — e que também projeta importante mensagem sobre o futuro: quem lê com precisão agora tende a fazê-lo igualmente amanhã.

Alckmin será o candidato do PSDB à Presidência. A própria maneira como passou a se comportar nas últimas semanas — um ou dois tons acima de sua fala habitual — é indicativa de que sabe que controla a posição. É, por exemplo, o senhor das prévias partidárias, com o que engessou João Doria, modelo do qual o prefeito paulistano não pode escapar — ou teria ele, outsider, chegado à condição de candidato tucano à prefeitura da maior cidade do país não fosse pelo sistema de consulta interna bancado pelo governador contra quase todas as lideranças regionais do PSDB?

Isso mesmo — xeque-mate: as prévias que viabilizaram Doria em 2016 são as mesmas que o prendem a Alckmin no ano que vem. (Sobre se sairá do PSDB? Duvido. Abandonar a prefeitura e se tornar ex-prefeito em atividade num partido de menor alcance é aventura demais até a um aventureiro.)

Se a conjuntura no PSDB é altamente favorável a Alckmin, auspicioso também lhe é o contexto político-eleitoral brasileiro. Insisto — tema já de outros escritos meus: 2018 consagrará nas urnas aquele que melhor conseguir ocupar o terreno da centro-direita, de onde virá o próximo presidente. Embora o governador se recuse a se declarar como político de direita, esse é um lugar — precisamente o de centro-direita — em que o eleitor tende a situá-lo.

Ainda que sem se assumir como conservador, é provável que essa percepção do eleitorado a seu respeito se aguce caso explore os bons números de sua gestão sobre aquela que será a bandeira eleitoral decisiva no ano que vem: segurança pública. Terá, aí, de disputar terreno com Jair Bolsonaro, cujo discurso a propósito está encaixado.

O deputado será o primeiro adversário de Alckmin, talvez o mais difícil de enfrentar, aquele a quem obrigatoriamente desidratar, o que — creio — será impulsionado pela prevalência do recall da polarização entre PT e PSDB, e pelo fato de que ninguém é governador reeleito do maior e mais rico estado do país sem que duas densidades fundamentais à eleição de um presidente se imponham: o peso daquele colégio eleitoral e a força de seu centro econômico.

*Carlos Andreazza é editor de livros



Agenda do governador Geraldo Alckmin 16/10 - São Paulo – SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin participa nesta segunda-feira, 16, do lançamento do Projeto “Solidariedade em Fios”.


Evento: Lançamento do Projeto “Solidariedade em Fios”
Data: Segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Horário: 10h00
Local: Icesp – Instituto do Câncer de São Paulo - Avenida Doutor Arnaldo, nº 251 – Auditório – 6º Andar - São Paulo – SP