Arthur Virgílio desiste, e Alckmin deve ser candidato do PSDB à Presidência


Com decisão de prefeito de Manaus, governador de SP é o virtual candidato do PSDB à Presidência

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Geraldo Alckmin e Arthur Virgílio

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, afirmou à Folha que não vai mais concorrer com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nas prévias para a escolha do candidato do PSDB à Presidência.

Com a desistência, Virgílio encurta o caminho do paulista para a disputa presidencial. O partido se preparava para realizar as prévias em março. Alckmin deverá se desincompatibilizar do Palácio dos Bandeirantes em 7 de abril para começar oficialmente a campanha pelo país.

Aliados de Alckmin se mostraram aliviados com a decisão do manauara.

Nesta sexta-feira (23), o PSDB anunciou que a eleição interna seria realizada no dia 18 de março com um debate entre os pré-candidatos no dia 14, realizado na sede do partido, em Brasília, transmitido pela internet. O prazo para inscrição dos pré-candidatos vai até o dia 5 de março. Não há nenhum tucano com envergadura que tenha se colocado até agora.

Fonte; Folha.com

Escolha de Arida reaproxima Alckmin de economistas


Racha no PSDB havia distanciado da sigla nomes como Armínio Fraga e Elena Landau

Talita Fernandes - Folha.com

O economista Persio Arida 
Bruno Poletti/Folhapress

A escolha do ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida para coordenação econômica de sua campanha à Presidência deu ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a esperança de trazer de volta ao seu partido nomes do meio econômico que haviam se distanciado.

O racha pelo qual os tucanos passaram no último ano, especialmente sobre o apoio ao presidente Michel Temer e as denúncias envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG), fez com que quadros que tradicionalmente estavam no espectro da legenda debandassem.

É o caso do ex-presidente do BC Armínio Fraga, que migrou para o movimento político Renova, ligado ao apresentador Luciano Huck; e da ex-diretora do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) Elena Landau, integrante do movimento Livres, que integrava o PSL, partido ao qual o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) pretende se filiar para disputar a Presidência da República.

Em passagem por Brasília na última semana, o governador paulista disse não ter conversado com Armínio, mas comemorou suas declarações de apoio. "Fiquei feliz porque li uma entrevista dele no [jornal] "Valor" dizendo que vai nos ajudar, vai nos apoiar", comentou.

A fala do economista foi citada por Alckmin em reunião com a bancada tucana dos deputados federais. Ele se mostrou otimista com o apoio e defendeu uma agenda de privatizações e parcerias público-privadas, fazendo um apelo aos parlamentares para que deem suporte para o tema.

Tucanos ligados ao governador afirmam que, em encontro recente com Elena, a economista indicou reaproximação com o PSDB. O movimento integrado por ela, o Livres, se distanciou do PSL depois que o partido anunciou a filiação de Bolsonaro, no começo do ano.

Com essas movimentações, aliados de Alckmin esperam que a escolha de Arida e a desistência de Huck de disputar o Palácio do Planalto deem um fôlego extra ao tucano na corrida presidencial de outubro.

Embora seja o favorito dentro do PSDB para concorrer ao cargo, a possibilidade de o governador ganhar as eleições é vista com desconfiança por quadros do partido. De acordo com a última pesquisa Datafolha, ele tem apenas 7% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente Lula aparece no topo, com 37%, seguido por Bolsonaro, com 16%.

"Sem dúvida, o convite ao Pérsio Arida e o fato de ele ter aceitado aproximou muito o governador da comunidade econômica do país", afirma o deputado Carlos Sampaio (SP), um dos vice-presidentes do partido.

O deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) vê na desistência de Huck a chance de grupos ligados a ele, como o Renova, somarem apoio a Alckmin. "Você tem uma vantagem muito grande com o fato de Huck não ser candidato. E ele e ter simpatia por Alckmin é ótimo, agrega", disse.

O tesoureiro do partido, deputado Silvio Torres (PSDB-SP), disse que a diminuição de "outsiders" na corrida presidencial favorece o candidato tucano. "Esses 'outsiders' que estão sendo citados são sem dúvida nenhuma pertencem ao mesmo espectro político e ideológico", afirma. "Quanto menos 'outsiders' melhor para candidatura dele, já consolidada dentro do partido."

Agenda do governador Geraldo Alckmin 24/02 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin realiza neste sábado, 24, a partir das 9h30, visita de inspeção nas obras da futura estação Congonhas da Linha 17-Ouro, em sistema de monotrilho. A nova estação fará conexão direta com o saguão do Aeroporto de Congonhas por meio de um túnel de ligação construído sob a Avenida Washington Luís. Este túnel servirá também para a transposição de pedestres de um lado para o outro da avenida. Quando pronta, a estação Congonhas atenderá 18 mil passageiros diariamente.


Evento: Visita técnica ao túnel da estação Congonhas da Linha 17-Ouro do Metrô
Data: Sábado, 24 de fevereiro de 2018
Horário: 9h30
Local: Rua Rafael Iório, 10 - Campo Belo - São Paulo/SP

PSDB lidera bloco na Câmara com 11 partidos e 201 votos


Cristiana Lôbo - G1

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Deputado Nilson Leitão, Líder do PSDB na Câmara

No começo da noite de quarta-feira (21) foi formalizado bloco partidário na Câmara, liderado pelo PSDB, reunindo 11 partidos de centro-direita que somam 201 votos - que passa a ser a maior bancada na Casa.

(Atualização: pelo acordo entre os partidos, o líder do bloco será o deputado José Rocha, do PR. O texto foi atualizado nesta quinta (22), às 16h16)

Inicialmente, o bloco seria liderado pelo PR, que tem 37 votos, mas, com a adesão do PSDB que tem 46 votos, a praxe é a liderança ser representada pelo líder de maior partido.

O bloco reúne partidos médios e pequenos de centro-direita: PSDB, PR, PSD, PRB, SD, PPS,PV, PTB, PROS, PSL e PRP, partidos que, em comum, têm o fato de não terem candidato a presidência da República - com exceção do PSDB, que deve lançar a candidatura de Geraldo Alckmin. O Podemos integrava o bloco quando liderado pelo PR, mas saiu do grupo com a entrada do PSDB.

Se esta aliança entre 11 partidos na Câmara for projetada na eleição presidencial, o candidato tucano teria o maior tempo de televisão na corrida eleitoral. A adesão do PSDB ao grupo aconteceu nesta quarta, mesma data em que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, passou o dia em Brasília.

Além disso, o novo líder da bancada, Nilson Leitão, sempre foi um parlamentar identificado com outros partidos do chamado "Centrão, o que facilitou a entrega do partido no grupo.

A formação do bloco com 201 deputados dará ao grupo cadeira importante na Comissão de Orçamento que vai definir o orçamento do novo governo e também definir o repasse de recursos para a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, reduz a importância dos grandes partidos, como o PMDB e relativiza o papel do presidente da Casa, Rodrigo Maia.

PSDB define normas e cria cláusula de barreira para aventureiros nas prévias


Painel da Folha

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, discursa na Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, após ser eleito novo presidente do partido 

O PSDB definiu em resolução que será publicada nesta sexta (23) as regras das prévias para a escolha de seu candidato a presidente. O partido incluiu uma espécie de cláusula de barreira na norma, para evitar a inscrição de “aventureiros”. Hoje, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, são os pré-candidatos.

Os tucanos definiram que só poderão se inscrever nas prévias filiados há mais de dois anos no partido que tenham o apoio de pelo menos um quinto da bancada de deputados e senadores ou de um quinto da direção nacional da legenda.

A inscrição deverá ser feita no dia 5 de março. A disputa ocorrerá no dia 18.

O partido criou um comitê eleitoral. O colegiado será presidido pelo deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). A resolução prevê um único debate entre os pré-candidatos da sigla, dia 14 de março.



Chapa dos sonhos


Edgar Lisboa - Jornal do Comércio

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Geraldo Alckmin e Aldo Rebelo

A chapa dos sonhos de tucanos e esquerdistas moderados esteve junta pela primeira vez na noite desta terça-feira, em Brasília. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi visto ao lado do ex-ministro alagoano Aldo Rebelo (PSB) à mesa de honra que dava posse à nova direção da Frente Ruralista (Frente Parlamentar da Agropecuária). A frente, presidida agora pela sul-mato-grossense Tereza Cristina, do DEM, tem o deputado gaúcho Alceu Moreira, do PMDB, como vice-presidente. Também presente ao encontro a senadora Ana Amélia Lemos, do PP, que integra a Frente Ruralista como apoiadora do grupo parlamentar. 

Composição competitiva 

Alckmin e Rebelo chegaram separados, mas trocaram um abraço significativo no alto do palco à vista de todo o eclético público que acompanhava os movimentos dos dois. Só faltou estalarem palmas de aplauso na hora em que os dois se cumprimentaram, ao final da cerimônia. Gesto educado, mas que também tem significado político nestes momentos. Centro e esquerda seria centro-esquerda? Os ruralistas diziam que gostavam, porque se tratava de uma composição competitiva. 

Etiquetas diversificadas 

Curiosamente, num ambiente de alto refinamento, em que se poderiam encontrar, sob os paletós da maior parte dos homens presentes, as etiquetas das mais afamadas casas de vestuário do mundo, Rebelo apresentou-se com um gibão de couro e chapéu de palha. Abraçando o elegante Geraldo Alckmin, um circunstante comentou: "ali está a chapa de centro-esquerda que pode vencer as eleições". 

Alckmin deve intervir nos maiores colégios eleitorais


Governador paulista, pré-candidato do PSDB à Presidência, terá a palavra final sobre candidaturas tucanas nos Estados; maior preocupação é com o palanque em Minas

Pedro Venceslau, Adriana Ferraz e Renan Truffi - O Estado de S.Paulo

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Geraldo Alckmin em reunião da executiva nacional do PSDB

Pré-candidato à Presidência, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vai ter a palavra final sobre as candidaturas do PSDB aos governos estaduais. De acordo com aliados do tucano, a ideia é usar uma resolução partidária de 2014 que deu carta branca à executiva do partido para promover intervenções nos diretórios regionais quando necessário.

Naquele ano, o senador Aécio Neves (MG) era presidente do PSDB e pré-candidato ao Palácio do Planalto, assim como Alckmin agora. A proposta foi aprovada na época pelo diretório nacional, apesar de sofrer forte resistência interna.

A preocupação no entorno de Alckmin é que ele fique sem palanques fortes nos principais colégios eleitorais do País. Pelo mapa atual, o PSDB não tem opções competitivas em Minas Gerais, Rio, Bahia e Pernambuco, que representam cerca de 30% do eleitorado nacional. 

Por ora, o partido contabiliza 12 pré-candidaturas consideradas “consolidadas” pela cúpula tucana, mas parte delas pode acabar sendo sacrificada em nome do projeto nacional. Alckmin tem dito a aliados que nesses casos é normal que “a ordem venha de cima”.

Potenciais aliados do PSDB na eleição presidencial de outubro, PSD, DEM, PSB e PPS devem apresentar ao governador suas listas de prioridades regionais. Essa equação será decisiva para os tucanos.

O DEM calcula nove potenciais candidaturas estaduais, sendo Goiás, Rio, Bahia e Rio Grande do Sul as prioritárias. A legenda pede que os tucanos apoiem Ronaldo Caiado em Goiás, César Maia no Rio, ACM Neto na Bahia e Onyx Lorenzoni no Rio Grande do Sul.

Já as conversas de Alckmin com o PSB só avançarão se o partido desistir de disputar Pernambuco, Distrito Federal e Espírito Santo para apoiar a sigla. 

Fator Minas. Base de Aécio, que planeja disputar a reeleição, Minas Gerais é a maior preocupação dos auxiliares e estrategistas do governador paulista. O Estado representa 10,6% do eleitorado nacional.

O PSDB caminhava para fechar uma aliança com o DEM, que deve lançar o deputado Rodrigo Pacheco ao governo do Estado. O acordo, porém, não vingou por causa da resistência do DEM a incorporar Aécio na chapa como candidato ao Senado.

Pacheco, que vai deixar o MDB mineiro para ingressar no DEM, disse nesta quarta-feira que não faz objeção em apoiar a candidatura presidencial de Alckmin no Estado e que gostaria de ter em seu palanque o senador tucano Antonio Anastasia – nome que também agrada ao governador de São Paulo.

Aliados de Aécio, no entanto, ensaiam lançar um deputado federal da bancada mineira com o objetivo de marcar posição e garantir a candidatura à reeleição do senador. Essa opção, por sua vez, desagrada a interlocutores de Alckmin. A solução de consenso seria colocar Anastasia na disputa ao governo mineiro.

Líderes e deputados do PSDB pressionaram Anastasia, que resiste à ideia, nesta quarta-feira, 21. Em Brasília, onde passou o dia, Alckmin se reuniu com o senador mineiro e afirmou que ele é o “candidato natural” do partido ao Palácio Tiradentes, sede do governo estadual.

Minas Gerais, atualmente sob o comando do petista Fernando Pimentel, foi governada por Anastasia de 2010 a 2014. O senador era vice de Aécio, que renunciou ao cargo para concorrer à vaga no Senado.

Alckmin disse que será o “porta-bandeira” de Anastasia, caso ele queira disputar o cargo. “Anastasia é um quadro excepcional, une o partido e também os aliados. Se depender de mim, estarei na linha de frente, porta-bandeira do Anastasia”, afirmou o presidenciável tucano.

Conversas. Alckmin teve nesta quarta-feira em Brasília vários encontros ao longo do dia com senadores de Espírito Santo, Ceará, Minas Gerais e Santa Catarina. 

O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), foi um dos que discutiram sobre as eleições com o governador de São Paulo. Também houve conversas com os senadores Tasso Jereissati (CE) e Ricardo Ferraço (ES), além de Anastasia. / COLABOROU DAIENE CARDOSO

Saiba quais são as 13 apostas do PSDB nas eleições estaduais em 2018


Parte dos nomes pode ser sacrificada em nome de alianças em torno da pré-candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República

Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo

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Circula na cúpula nacional do PSDB uma lista com as 13 candidaturas a governador que o partido considera competitivas. Parte delas, porém, pode ser sacrificada em nome da costura de aliança com outros partido em torno da pré-candidatura presidencial do governador Geraldo Alckmin. 

Rio Grande do Sul - Eduardo Leite (Ex-prefeito de Pelotas)

Santa Catarina - Paulo Bauer (senador)

São Paulo - Prévias 

Maranhão - Roberto Rocha (deputado federal)

Roraima - José de Anchieta Júnior (Ex-governador)

Goiás - José Eliton (Vice-governador)

Alagoas - Rui Palmeira (Prefeito de Maceió)

Mato Grosso - Pedro Taques (Reeleição)

Mato Grosso do Sul - Reinaldo Azambuja (Reeleição) 

Minas Gerais - Marcus Pestana (deputado) ou Antonio Anastasia (senador)

Rondônia - Mariana Carvalho (Deputada Federal)

Piauí - Firmino Filho (Prefeito de Teresina)

Distrito Federal - Izalci Lucas (Deputado federal)

Agenda do governador Geraldo Alckmin 23/02 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin participa nesta sexta-feira, 23, das comemorações pelo aniversário de 117 anos do Instituto Butantan. Na ocasião, será anunciada a construção de uma nova fábrica, parceria entre o Butantan e a farmacêutica Libbs, para o desenvolvimento de seis novos medicamentos a serem fornecidos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

No período da tarde, no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin anuncia o repasse de R$ 4,4 milhões para entidades e projetos ligados à proteção e desenvolvimento de crianças, jovens e idosos. Será a primeira vez que o Conselho Estadual do Idoso realizará transferência de recursos, que totalizarão R$ 2,6 milhões, por meio de 13 convênios, para apoiar projetos voltados à inclusão digital de pessoas idosas, inserção e reinserção no mercado de trabalho, além de mapeamento para o enfrentamento e erradicação da violência contra o idoso.


Evento: Comemoração dos 117 anos do Instituto Butantan
Data: Sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Horário: 10h30
Local: Av. Vital Brasil, 1.500 - Butantã - São Paulo/SP

Evento: Anúncio de repasses do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca) e do Conselho Estadual do Idoso (CEI) + Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS)
Data: Sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Horário: 15h
Local: Palácio dos Bandeirantes - Av. Morumbi, 4.500 - São Paulo/SP

'A verdade sobre a violência que Ciro quer esconder', artigo de Pedro Tobias e Cauê Macris


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Sabedor que como candidato a presidente do Brasil terá que responder pela selvageria sem precedentes que se instalou na segurança pública cearense no período em que seu grupo político ocupou o poder naquele estado, Ciro Gomes, já conhecido pelos seus desequilíbrios e rompantes violentos, mostrou que a calunia também faz parte do seu repertório. Ele tenta ocultar o seu fracasso na área, mas não deixaremos!

A verdade é que Ciro faz parte do grupo político que comanda o Ceará e a sua capital há mais de uma década. O atual governador, o petista Camilo Santana, se elegeu com o apoio irrestrito da família Ferreira Gomes, após oito anos em que Cid Gomes, seu irmão,ficou à frente do poder estadual. Neste período, a segurança pública cearense virou um caos, conforme comprovado pelos números.

Sob o consórcio Gomes/PT a bela cidade de Fortaleza, antes um paraíso turístico, se tornou uma das 50 cidades mais violentas do mundo de acordo com a lista divulgada anualmente pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal, que avalia violência em municípios com mais de 300 mil habitantes em todo planeta.

Ela também alcançou o triste título de capital mais violenta do Brasil, com 78,1 assassinatos para cada 100 mil habitantes, segundo o mais recente Atlas da Violência divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do Governo Federal.

O grau de brutalidade a que o povo está submetido sem que a família Gomes e o PT tivessem oferecido a devida proteção às famílias cearenses atingiu níveis tão alarmantes que a probabilidade de uma pessoa ser assassinada em Fortaleza, uma cidade de 2,6 milhões de habitantes, é dez vezes maior que a deste crime acontecer na capital paulista, que tem 12 milhões de pessoas. São Paulo fechou o ano de 2017 com uma taxa de homicídios inferior a 7 para cada 100 mil habitantes (SSP) , a menor entre todas as capitais do Brasil. Segundo a ONU, uma taxa acima de 10 por 100 mil caracteriza violência epidêmica. Com os Gomes, a epidemia chegou a oitava potência em Fortaleza.

Infelizmente não é só a capital que sofre com o fracasso das políticas públicas instaladas pelos irmãos Gomes e o PT. Em janeiro, segundo dados da própria Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social cearense, o estado que concentra algumas das maiores belezas naturais do mundo, registrou uma média absurda de 15 mortes por dia.

A disparada da violência no Ceará ocorreu, principalmente, durante a gestão de Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, no governo do Estado.

Quando assumiu o governo em 2007, a taxa de homicídios era de 22 por 100 mil habitantes. Oito anos depois, em 2014, quando deixou o poder, a taxa tinha aumentado 113% e atingido alarmantes 47 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Os dados são públicos e foram levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Publica, uma das mais conceituadas organizações que atuam nesta área.

Entre todos os resultados de grande alcance social dos últimos anos em São Paulo, a redução dos homicídios a um patamar próximo de países desenvolvidos é um dos que merece maior destaque. Em 2017 o Estado fechou o ano com 7,54 mortos a cada 100 mil habitantes, o menor índice deste crime entre os estados brasileiros e taxa quase quatro vezes menor que o indicador nacional de 28,9 por 100 mil.

Como candidato à presidência da República, chega a ser risível o despreparo de Ciro Gomes ao alegar inadvertidamente que em São Paulo “se fraudam indicadores criminais”. Todos os especialistas da área sabem que a redução histórica do principal indicador internacional de criminalidade foi reconhecida por organismos nacionais e internacionais especializados em pesquisas sobre violência, como a ONU, Unesco, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ministério da Justiça, Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Mapa da Violência.

Em um país em que se mata mais gente que em guerras como a da Síria e que tem o maior número absoluto de homicídios, este é um feito que deve ser comemorado e analisado. Assim, as políticas públicas responsáveis pelo êxito paulista poderiam ser replicadas em outras regiões, retirando o Brasil do indigno mapa das nações mais violentas do mundo. Ciro sabe que as realizações alheias são sempre de difícil digestão para quem fracassou, mas a mentira, definitivamente, não é o melhor caminho.


Dep. Cauê Macris é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo
Dep. Pedro Tobias é presidente do PSDB-SP